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Relações e Relacionamentos no Universo Feminino

28/11/2018

Quando iniciamos um trabalho de desenvolvimento pessoal, inevitavelmente este processo se estende para as nossas relações. Entender de que forma isso é feito e como lidar com todo esse movimento de transformação exige o nosso olhar atento e cuidadoso.

O autodesenvolvimento nos permite conhecer a nossa essência, nossas qualidades, defeitos e o nosso funcionamento, e as nossas relações são termômetros de como estamos agindo no mundo. Ao nos explorarmos internamente, compreendemos melhor a nós mesmas e o mundo ao nosso redor. Isso ecoa nas nossas relações que nos dizem como estamos agindo conosco e com as pessoas do nosso convívio pessoal, social e profissional. 

Pensando assim, é importante olharmos para as nossas relações e entendermos o que elas representam na nossa vida se são saudáveis e equilibradas ou se precisam de alguns ajustes.

Ao despertarmos para a nossa verdade, muitas vezes nos pegamos em relações não tão saudáveis e equilibradas como gostaríamos e isso pode acontecer em qualquer área da nossa vida. Olhar para essas relações com verdade e compaixão nos faz entender o que elas representam para nós, como nos posicionarmos de forma justa e equilibrada e o que é necessário para que se tornem relações saudáveis.

Lidar com relações adoecidas com pessoas que amamos exige cuidado e habilidade. Muitas vezes o caos em que nos encontramos foi estabelecido pelo nosso comportamento disfuncional também e entender esse processo é essencial para buscarmos soluções efetivas e afetivas.

Para saber se as nossas relações estão saudáveis, precisamos nos conhecer e nos questionar. Uma relação saudável é uma relação em que ocorrem trocas justas e equilibradas em que o respeito e o autorrespeito são bases fundamentais. Sem esses dois pilares, não é possível haver uma relação saudável.

Uma relação saudável também é aquela em que fazemos concessões sem agredir a nossa integridade e vice-versa e que podemos nos sentir naturais e autênticas. 

Mas o que fazer quando percebemos que nossas relações não estão tão saudáveis assim?

Neste caso, é importante entender o que você espera da relação, quais são as suas expectativas e de que forma elas podem ser alcançadas. Falando assim pode parecer um pouco frio, mas você vai ver que no fundo não é, é muito importante sabermos quais os propósitos de uma relação. Fazer essa reflexão é primordial. Às vezes sofremos porque queremos do outro o que ele não pode nos dar ou não tem nem ideia do que esperamos dele e o contrário também acontece. E isso não quer dizer que a relação está doente, mas que não está havendo uma comunicação clara e honesta de uma ou ambas as partes. Isso serve para todas as relações: mãe e filho, pai e filho, irmãos, amorosa, de amizade, profissional e familiar. Quanto maior a transparência, maior a conexão na relação.

E nesse exercício de reflexão, podemos olhar também para as nossas relações dentro dos papéis sociais que ocupamos em nossas vidas, pois os papéis são importantes e têm sua finalidade, mas não devem afetar a nossa transparência. No trabalho, na vida pessoal e familiar devemos viver a nossa verdade, quanto mais verdadeiras somos, mais frutíferas são as nossas relações. Se papéis fazem parte do desenrolar da vida, as máscaras não. E manter máscaras ou lidar com pessoas mascaradas é muito ruim e degastante. Procurar nos relacionar com pessoas com propósitos alinhados aos nossos é uma escolha saudável para o nosso desenvolvimento.

E o que podemos fazer quando nos percebemos em relações abusivas? Você já parou para pensar nisso?

Primeiro vamos entender o que é uma relação abusiva. Podemos considerar uma relação abusiva toda forma de relação que fere a nossa integridade física e/ou moral.

É fácil perceber uma relação abusiva quando ocorre a agressão física ou moral explicitamente, mas existem outras formas de manifestação mais sutis que geralmente escapam a nossa observação. 

Preste atenção quando você se sente mal numa relação e não sabe muito bem o porquê desse sentimento, provavelmente você está numa relação abusiva.

Vejamos algumas formas de relações abusivas sutis:

Relações desequilibradas – trocas injustas;

Relações em que o outro tenta nos manipular através da crítica ou do elogio;

Relações em que o outro é indiferente às nossas necessidades intencionalmente;

Relações que desrespeitam o limite do espaço físico, emocional, mental e espiritual do outro;

Relações que interferem sem autorização na autonomia e livre-arbítrio em qualquer área da vida (financeira, individual, familiar, profissional, etc) do outro;

Relações disfuncionais (troca de papéis): cobrança de ações que não condizem com o nosso papel dentro daquela relação;

Essas são apenas algumas formas de relações abusivas e se ao olharmos para as nossas relações, e por acaso nos percebermos sendo abusadas ou abusivas em alguma delas, que busquemos nos conscientizar do nosso papel nessas relações. Buscar respostas do porque estamos agindo assim ou aceitando que o outro aja assim conosco. Conforme formos encontrando as respostas, vamos trabalhando de modo a evoluirmos sempre, com carinho e cuidado com o nosso processo. Lembrando que não somos sozinhas e que existem inúmeros caminhos para lidarmos com as nossas questões internas. Se perceber que não pode lidar sozinha com as respostas que encontrar, busque ajuda. Relações abusivas são tóxicas e nos adoecem!

Para finalizar, o importante é nos percebermos em todas as nossas relações. Entender como estamos funcionando em relação ao outro, se estamos satisfeitas com o nosso posicionamento e caso não estejamos, o que podemos fazer para melhorar isso. Qual é o trabalho interno que precisamos fazer?

É essencial refletirmos sobre os limites necessários nas relações, até onde podemos ir e até onde o outro pode ir, aceitando como somos ou estamos no momento e principalmente aceitando como os outros são. Mais uma vez é olhar para fora, mas corrigir por dentro e por isso o autoconhecimento é fundamental no processo, como sempre.

Ao arrumarmos o nosso espaço interno, sentimos necessidade de arrumar o espaço externo também e isso é natural. Por isso, olhar para as nossas relações e organizá-las faz parte do nosso crescimento pessoal e da nossa busca por uma vida mais autêntica e feliz.

Um beijo e um café!
Francine Sarmemto

Postado por cafe-e-acao


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