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Quando a mãe torna-se mãe

13/09/2019

Existe um momento em que já mãe tornamo-nos mãe. Como assim?

Tornar-se mãe é um processo longo que exige maturidade. Não é fácil! Ser mãe é um processo biológico, salvo exceções de mulheres que não podem engravidar por algum motivo, e um processo psicológico.

Geramos a vida e damos passagem para o mundo a um novo ser. Ser esse que exige nosso empenho e dedicação sob o risco de morte se não for nutrido, cuidado e protegido, principalmente em seus primeiros anos de vida. Mas tornar-se mãe não é esse conjunto de funções básicas que compõem a sobrevivência do filho. Tornar-se mãe é algo maior que transcende a função básica materna.

Há mães que nunca tornaram-se mães. Mães funcionais e não mães em pleno estado.

A mãe em pleno estado é aquela que transcende a função básica materna da sobrevivência e alcança e atende as necessidades psicológicas e espirituais de seus filhos. E para isso é preciso que ela seja antes mãe de si mesma. Que ela atenda suas necessidades físicas, psicológicas e espirituais porque só assim ela conseguirá doar-se plenamente a esse ser que colocou no mundo.

A mãe que cuida de si mesma desenvolve esse olhar atento para as necessidades de seus filhos também. É um processo lindo que traz cura, redenção e promove o desenvolvimento mútuo e consciente de mãe e filho. Um ensina e aprende com o outro. Há uma nutrição e atenção direcionada ao bem-estar e crescimento dos dois. Todo esse processo acontece simultaneamente.

E o que acontece quando a mãe cuida apenas dos cuidados básicos e deixa de lado as necessidades mais essenciais de seus filhos?

Ambos sofrem nessa relação. Há um distanciamento que tende a aumentar conforme o filho vai percebendo e sentindo a ausência dos cuidados essenciais. Estabelece-se uma relação que quando não é mais difícil fica no mínimo superficial. Não se criam laços de união. Há amor mas um amor que não atinge todo o seu potencial.

A mãe não sabe do que o filho precisa porque ela mesma não sabe o que lhe falta. É comum haver uma sucessão de cobranças sobre o que um deve fazer para o outro. E apesar de serem cobranças legítimas, as dos filhos são naturais – a mãe é a provedora – enquanto que as das mães são distorcidas. A mãe que age assim provavelmente reproduz o que recebeu de sua mãe ou ainda não está amadurecida em seu próprio desenvolvimento. Há ainda falta de entendimento e clareza da importância de se trabalhar internamente para oferecer tudo que nutre os nossos filhos, dentro do que nos é cabido. Claro que os filhos precisam de muitas outras fontes de nutrição, inclusive de seus pais e outros cuidadores, mas aqui estou me atendo ao papel da mãe.

A maternidade integral exige muito trabalho interno, vontade, disposição física e abnegação, mas devolve em dobro a energia empreendida. É uma experiência que nos desafia diariamente, que move cada célula do nosso corpo e nos transforma.

As experiências vividas na maternidade integral coloca-nos em contato com outro nível de consciência, em uma camada mais profunda do nosso ser.

Viver a maternidade nessa dimensão é muito gratificante e especialmente desafiador. Atender as exigências de nossas crianças internas e das que colocamos no mundo é tarefa de “gente grande”. Gente que reconhece a responsabilidade de colocar uma vida no mundo e nutri-la em todas as dimensões. Sem super cobranças ou autopunições e exigências perfeccionistas, mas de fato com a consciência de que ser mãe é um papel formador e transformador, pois é nesse importante papel que nos aprimoramos principalmente como seres humanos e conformamos a nossa sociedade.

E se percebermos que ainda não nos tornamos mães, calma. Ter essa compreensão abre espaço para analisarmos os nossos atos, refletirmos sobre o assunto e refazermos a rota para ir de encontro a esse propósito. Sempre há tempo de retomarmos uma relação equilibrada e nutritiva com os nossos filhos. Pode ser que dê trabalho, pode ser que nos exija fibra e coragem para mudar. Precisaremos olhar primeiro para a nossa criança interior e dar a ela o que não nos foi dado. Cuidar das nossas feridas da alma para saber cuidar das feridas dos nossos filhos sem cobrança, sem “mea culpa”. Se há a consciência de um mal feito por ignorância não há o que punir, mas agora que a consciência está desperta inicie a cura, realinhe o prumo.

A maternidade integral é mais trabalhosa sem sombra de dúvidas! Mas imensamente mais gratificante e enriquecedora!

É viver não somente o parto que traz ao mundo os nossos filhos, mas acompanhar todos os demais partos que fazem ambos, mãe e filho, nascerem para outros níveis de consciência e compreensão da vida.

Um beijo e um café!

Francine Sarmento

Café e Ação Consultoria para o Desenvolvimento da Mulher

Postado por cafe-e-acao


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