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Os desafios de ser Mãe

08/10/2018

Ser mãe é um papel, um dos mais bonitos e importantes papéis da vida da mulher, mas ainda assim um papel.

Não somos essencialmente mães, não nascemos para ser mães e tampouco é uma habilidade inata em toda mulher. Exercemos o papel de mãe, que uma vez constituído é vitalício, mas não é a nossa essência e ainda que mães, antes de tudo, somos mulheres.

Como em qualquer relação humana, a relação entre mães e filhos é construída com erros e acertos, com alegrias e tristezas e inúmeros desafios.

Como construímos essa relação é escolha de cada uma, de cada família e a proposta aqui não é analisar ou julgar a construção de cada uma, não é nesse âmbito que quero pautar as nossas reflexões, aqui quero que lancemos um olhar para o nosso papel de mãe, nossos desafios, nossa responsabilidade, nossos medos e nossas vitórias.

Se não somos essencialmente mães, enquanto mães, como mantemos quem verdadeiramente somos? Como manter, diante das incontáveis demandas na criação dos nossos filhos, uma conexão com quem somos de verdade?

E foco em nós porque é através desse foco que se desenrola todo o resto. Eu acredito que nos conectarmos com quem somos de verdade é o que nos permitirá exercer o papel de mãe com equilíbrio e tranquilidade. E digo isso não só por viver isso em minha vida como ver outras mulheres também trazerem isso durante as consultorias. Se esquecemos de quem somos, perdemos o referencial que é extremamente importante na criação de outro ser humano.

Se não sei quais são os meus valores como os ensinarei aos meus filhos?

Se me perco do eixo, como manter-me de pé diante dos conflitos que inexoravelmente virão?

Precisamos urgentemente vivenciar a nossa individualidade enquanto exercemos o papel de mãe. E como fazer isso uma vez que a maternidade traz uma demanda sem fim de necessidades a serem atendidas pelos nossos filhos? Um tanto paradoxo, não? É e não é.

A maternidade, assim como em qualquer projeto de vida, deve ter um fio condutor para que não percamos o foco no que realmente é importante para nós, e para definir esse fio condutor precisamos examinar o que somos e o que queremos que nossos filhos se tornem como pessoas, como indivíduos responsáveis e conscientes.

Não existe uma cartilha da maternagem ideal, mas acredito que enquanto estivermos conectadas com nossos princípios e valores e buscando desenvolver isso em nossas crianças, podemos atravessar esse imenso oceano de desafios mais confiantes e menos sujeitas às tormentas do caminho.

Claro que erros e acertos fazem parte do processo e devem ser olhados como aprendizagem e não com culpa e punição para ambos. Tanto nós mães como nossos filhos, estamos nesse papel como aprendizes e precisamos nos olhar assim. Diminuir expectativas e ilusões e nos olharmos como seres em construção. E se ensinamos aos nossos filhos, aprendemos muito com eles também.

Acredito que, enquanto mães, somos responsáveis por mostrar um caminho e enquanto for possível conduzi-los por esse caminho até o dia em que eles tenham autonomia e passem a escolher o próprio caminho, mas se bem instruídos, fatalmente seguirão com as ferramentas ensinadas por nós, pode até ser que desbravem caminhos diferentes dos sonhados por nós, aliás, devem, mas terão sempre uma base sólida para fundamentar suas construções.

Por isso, volto a falar da importância de mantermos a nossa conexão interna, a nossa verdade sobretudo na tarefa de educar porque nossos filhos, lá na frente, no futuro, não se lembrarão dos nossos destemperos, dos choros, das risadas ou das inúmeras doideiras que fizemos durante o percurso, mas saberão quem realmente somos e o que ensinamos a eles.

É por nos mantermos inteiras que eles se manterão também. Terão raízes profundas para atravessarem as ventanias da vida e esta é a melhor lição que podemos ensinar a eles. E assim vamos construindo uma sociedade mais verdadeira, mais humana, mais amorosa e seremos bem menos perversas com nós mesmas. Porque quando sabemos quem somos e estamos no nosso prumo, somos tal qual o bambu que enverga mas não cai e vento nenhum nos tira do foco de construir uma vida feliz e pautada em nossas verdades contribuindo também com a construção de um mundo verdadeiramente humano.

Um beijo e um café!
Francine Sarmemto 

Postado por cafe-e-acao


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